A Realidade Machuca

Meu blog, não aconselhado pra falsos-moralistas, pessoas que procurem um blog com sentido, hipsters, usuários de Iphone e Ipad, fãs da saga Crepúsculo, fãs de bandas ruins e fanáticos religiosos.

domingo, 5 de novembro de 2017

Review: Pateta Repórter

"...A viagem que vou contar acaba de ser completada, mas só agora consigo colocá-la no papel!"

Acabei de ler o encadernado edição definitiva de Pateta Repórter e olha, foi uma das melhores experiências lendo uma hq que tive esse ano.
Feita pelo casal italiano Teresa Radice (roteiro) e Stefano Turconi (meu chará cuidando dos desenhos) e com arte final de Roberta Zanotta em alguns capítulos.
A história segue Pateta como um entrépido reporter nos anos 30 no jornal A Mancha Matinal, onde ele acaba por acaso estando sempre no lugar certo e na hora certa.
Usando do charme e simplicidade de um dos personagens mais carismáticos da Disney, aprendemos um pouco da história da década de 30 além de vermos paródias de momentos importantes do período. De todos os capítulos devo dizer que gostei muito do O Caso dos Dez Jacarézinhos, A Pena de Ouro e O Farol Sobre o Monte do Lago, porém minha história favorita foi Verão na Lagoa Verde, esta que tenho certeza nunca irá sequer ficar anuviada em minha mente.
O importante numa história além de apreciar o personagem principal é gostar de outros personagens, como os vilões, Bafo, Intrigatão e Blackspot foram excepcionais na minha opinião, mas a Marlene Kairserschmarren ganhou um espaço especial, não apenas por ser uma espiã, mas por ter ganhado o coração do Pateta.
Os personagens figurantes também foram muito chamativos devido a maioria deles terem ganho detalhes e cores próprias, poucas vezes vi o uso de contornos com a multidão pintada de azul. Um exemplo que ganhou muito destaque foi uma personagem que usa chapéu florido no capítulo Cruzeiro Gelado.

Outra coisa que mostra que eu realmente gostei da leitura foi que li os extras com o mesmo entusiasmo que tive enquanto lia a história.

Volto a falar do Verão da Lagoa Verde, pois este capítulo me ajudou a lembrar o porque de eu gostar tanto de escrever, sério mesmo, quem ler vai adorar tanto assim quanto eu!

Esse encadernado valeu cada centavo do preço, e aconselho a todos que coloquem ele em sua lista de leitura, não há como se arrepender!

Até o próximo review! o/

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Comparando one-shots de Eiichiro Oda e Akira Toriyama

Neste post aqui vou comparar a obra Wanted de Eiichiro Oda com a obra Katsura/Akira de Akira Toriyama e Masakazu Katsura (eu queria ter usado o Marusaku do Toriyama, mas não dá tempo hábil de adquirir nenhum dos volumes, que apesar de serem muito bons, já li eles a muito tempo atrás, não batem com a categoria one-shot da qual esse post trata).
Primeiramente farei um micro review de ambas as obras e depois partirei para as comparações.
Wanted por Eiichiro Oda:
Observar alguns dos primeiros trabalhos de autoria própria do pai de One Piece é algo realmente interessante, desde o seu estilo que sempre foi puxado para expressões exageradas até seu fascínio por piratas, espadachins e pessoas com poderes de deuses (ou demônios).
O desenvolvimento de cada uma das histórias é super animada e recheada de reviravoltas que garantem pelo menos uma ou duas risadas do leitor.
Fora Romance Dawn minha outra história favorita foi Um Presente Inesperado de Deus.
Katsura/Akira de Akira Toriyama e de Masakuzu Katsura:
Sendo essa uma obra mais recente do mestre Toriyama em parceria com o talentoso desenhista Katsura você pode pensar que seria injusto comparar os trabalhos iniciais de um com um mais novo de outro, mas discordo disso, pois nesse volume podemos ver a evolução que o pai de Dragon Ball teve após todos esses anos. Fico feliz em ver que Toriyama gostou mesmo da forma com que Katsura reproduziu suas idéias e personagens. As histórias aqui estão completamente fora desse mundo! (haha) Mostrando que o mestre AkiTo vai longe e além para nos trazer algumas das histórias mais legais que vi esse ano.
Minha história favorita foi Jiya.
Agora sim vou para a comparação, em vista que não irei entrar nos mínimos detalhes que engloba a disputa que muitos fãs entram aonde se discute qual dos dois é o melhor mangáka, quero apenas comparar as obras.
Em categoria de desenho, ambas estão par-a-par, sendo que as duas exploram vários tipos de cenários e pessoas (ETs, samurais, monges e garotas colegiais de pequenas cidades por exemplo). O ritmo que os volumes seguem são diferenciados, já que Wanted é uma coletânea com vários one-shots mais curtos reunidos, contra o Katsura/Akira que tem apenas duas histórias, portanto tem um tempo e espaço maior para desenvolver cada uma.
E agora o quesito que eu mais queria falar, aquele que me compeliu a escrever este post, o humor, ambos os volumes são muito engraçados, porém o que diferencia eles é que enquanto o Oda põe quase piada atrás de piada, consequentemente fazendo com que você acabe rindo de alguma delas, o Toriyama trabalha mais na piada, resultando numa piada com um resultado hilário!
Enfim, ambas os mangás são muito bons e quem puder comprar não vai se arrepender!

Até o próximo post!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Ajude Os Poucos & Amaldiçoados no Catarse!

Após mais de um ano de espera, Felipe Cagno lança a tão aguardada campanha do volume 3 de Os poucos & amaldiçoados Corvos de Mana'Olana... Peraí, a campanha é para as partes 3 e 4? Aí sim!
Para continuar a épica saga da Ruiva nas terras pós-apocalípticas, eis que Felipe Cagno volta a recorrer ao Catarse (a ajuda dos leitores é tudo!) para que a continuação ganhe vida!
"Tá, mas esse tal de Poucos & Amaldiçoados é tão bom assim?"
É muito mais que bom! E você pode conferir minha reação inicial aos dois primeiros volumes aqui, isso pode não iluminar sobre os melhores momentos dos dois primeiros volumes, mas é uma visão tanto critica quanto de um leitor louco por quadrinhos (este aqui que vos fala!).
"Hum, mas eu tinha visto que o volume 1 tinha esgotado e até você apontou isso no seu review!"
Isso é verdade, porém o Felipe ouviu minhas preces (e de muitos outros leitores) e está reimprimindo o volume 1, nos pacotes com es edições 1, 3 e 4 ou no pacote mais bacana pra pegar os 4 volumes de uma vez!
Isso sem falar nas lindas capas alternativas que você pode adquirir, tanto apenas de um volume, como dos dois ou mesmo todas as 6 capas no total!
"Mas, de brindes o que mais vai ter?"
Além dos lindos pôsteres e prints que você pode adquirir, agora que a campanha ultrapassou os 100% é que a coisa fica muito louca!
"...Como assim?"
Tem de tudo pra fazer colecionador chorar de emoção! Desde imãs de geladeira colecionáveis, mini-pôsteres exclusivos, postais, páginas extras com belas artes, até a melhor coisa de todas caso a campanha tenha mais de 1000 apoiadores...
"A melhor é? Me conta o que é!"
Um fucking adesivo metalizado lindo de morrer comissionada de um artista internacional secreto (quem é, é segredo, mas não dá uma baita vontade de fazer a meta ser atingida pra descobrir?).
"Mas, depois de dizer tudo isso, você autor do post, apoiou a campanha?"
Claro que apoiei, escolhi receber as 4 edições de uma vez pra ter tudo em mãos!
Agora é com vocês que estão lendo este post, apoiem o projeto, peçam pra seus amigos apoiarem, seus vizinhos, seus pais e até pra seus inimigos! (Por que não? Sempre precisamos nos unir para algum bem afinal!"
O projeto pode ser apoiado seguindo este link:

Vejo todo mundo em breve! o/

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Review: Hell No! Meu pai é o Diabo

"Uma vergonha em todos os círculos"

Direto das profundezas o inferno eis que a Webcomic de Leo Finocchi ganha vida! Após uma campanha no Catarse, um pacto com o pata rachada e uma corridinha pelos 9 círculos do inferno, a revista chegou aqui em casa, ainda com o calor das chamas infernais... Junto de um adesivo muito bacana!
A história é realmente muito boa, quando fui apoiar só li as poucas páginas que ele tinha disponibilizado na campanha, não queria ver mais além disso pra não estragar a diversão da leitura.
O traço é realmente muito bom, puxando para o estilo cartoon que gosto muito, em vista que para quem viu meu vídeo abrindo a encomenda ouviu que achei o Lúcio muito parecido com o Marco do Star contra as forças do mal. Gostei muito das expressões faciais dos personagens, principalmente a da Professora Linda num determinado momento.
O ritmo que a história tem é como o que todo bom primeiro capítulo precisa ter, nem muito devagar, nem insanamente rápido. Apresentando o personagem principal, sua situação de vida e os personagens que irão contracenar com ele.
O fato de todos os personagens terem nomes de demônios foi um toque que eu adorei. E as personalidades de cada personagem também são bem interessantes, estas que não são demonstradas apenas por diálogos ou estilo de roupas, mas pelos movimentos corporais (pode-se usar o diretor Nergal como exemplo).
O investimento nesta HQ valeu muito a pena, e aconselho a todos que leiam-a!
Até o próximo review!! o/

domingo, 13 de agosto de 2017

Review: Os Poucos e Amaldiçoados volumes 1 e 2

"A única escuridão deste mundo é aquela que trazemos conosco"

Existe uma coisa no mundo das artes visuais, como filmes e HQs, que se refere como cenas de abertura, na qual o criador usa como a primeira impressão que o espectador precisa ter sobre a obra em si, o que vi na primeira página da história conseguiu expressar muito bem o que viria a ocorrer, um lugar vasto, onde a maioria das coisas está morta, já expondo a escassez de água e a sensação de solidão que acompanha a personagem principal.
O desespero das pessoas na cidadezinha de Mountain View, mostrou o quão urgente e necessária era a ajuda que eles precisavam da Ruiva. Também o ritmo que a história segue foi numa tensão agradável, algo mais direto no primeiro volume, os acontecimentos estão em maior foco do que o diálogo, já no segundo volume se segue diálogos maiores para melhor conhecer os personagens e a situação em que eles estão, já que o primeiro volume conseguiu cumprir a função de agarrar a atenção do leitor.
Os poderes que a Ruiva mostrou ter, são interessantes, tanto quanto a maneira que ela absorve as maldições que ela caça. O fato de ela se importar com os outros mesmo estando num mundo aonde, segundo ela mesma, as pessoas são tão podres e piradas quanto as maldições que ela combate, mostrou que a personagem ainda possui um lado humano.
Também algo que conseguiu deixar a leitura com um gosto de quero mais, foram as cenas ilustradas no final de cada volume.
Após tudo que aqui expressei, digo que a história é boa, superou minhas expectativas e recomendo que leiam-a também.
Agradeço desde já a oportunidade de ler essa obra que me foi cedida pelo roteirista Felipe Cagno e que gostei tanto que vou comprar as edições físicas assim que for possível.
Até o próximo review pessoal! o/
Essas duas HQs podem ser adquiridas pelo site:

Todas as imagens usadas neste review foram autorizadas por Felipe Cagno.